Domingo, 4 de Janeiro de 2009

Revolução Rock

Olá amigos!

 

Aqui fica um texto que escrevi há tempos para um jornal,  sobre um assunto da minha especialidade (sem falsa modéstia, eh eh)

 

Aqui fica:

 

Revolução Rock

 

A música que mais se ouve hoje em dia nada tem a ver com a música dos anos 50 ou 60. Embora não seja desse tempo, conheço-a razoavelmente. Merecem destaque o ídolo sobretudo dos anos 50, Elvis Presley, e os Beatles nos anos 60. Estes Últimos eram fabulosos. Ainda hoje se ouve  frequentemente temas do álbum “Sargent  Peppers”, um dos melhores da época. As suas músicas eram simples mas muito melodiosas. Deliciosas.

            Quanto ao Elvis Presley, foi também um ídolo de uma geração, pela sua forma de cantar os temas românticos e de Rock n` Roll (You are allways on my mind, Love me tender, etc.), a maneira de dançar, o penteado que virou moda, o visual que marcou as preferências da época. Foi pena a sua trágica  morte por overdose.

            Jimmy Hendrix foi um  guitarrista e músico excepcional para a sua época que revolucionou uma forma de tocar guitarra e de abordar  os Blues.

Os Doors, foram outro “mito de uma geração”, com a incontornável figura de Jim Morrison. Para além do vocalista, de realçar a utilização de um órgão de igreja  com sons “jazzísticos”, uma atmosfera envolvente inebriante, de libertação. 

Na época do movimento “Flower Power”, cultivava-se a máxima “sexo, drogas e rock and roll”. Já se faziam alguns festivais ao ar livre, tomavam-se uma drogas alucinogénicas, queria-se estar em “paz e amor”.  Os “Hippies”  eram um movimento característico da época, tal como  em alguma música haviam influências psicadélicas.

Muitas bandas surgiram e algumas delas tornaram-se verdadeiras lendas. Por exemplo, os Supertramp, Os Bee Gees, os Génesis, Status Quo, os Shadows, os Rolling Stones. Estes últimos, umas verdadeiras lendas vivas, pois ainda agora tocam juntos e fazem espectáculos ao vivo, após décadas, mais de 30 anos! Afinal,  They “Can  get no satisfation”…

            Os Queen (de Fredy Mercury), os U2, os Abba, os Metálica, os Scorpions, são outros exemplos. Mas muitos outras grandes bandas surgiram que não referenciei. A solo, Bruce Springsteen, Sting, Frank Zappa e Eric Clapton,  são outros exemplos entre muitos outros.

Não  falei ainda de dois grupos musicais que são, para mim e para muitos, talvez as maiores bandas de sempre: os Pink Floyd e os Dire Straits.  Os Pink Floyd  são um dos primeiros conjuntos revelados pela música psicadélica, tal como os Soft Machine, Sam Gopel Dream, The crazy World of Arthur Brown, os Tomorrow, entre outros. E em 1966, a jovem América, dos “Beat-Generation” deram lugar à “revolução psicadélica”. A música, reconciliada com uma animação visual apropriada, ligada a essências orientais, é aqui o pretexto para a evasão, para a libertação.   Décadas depois os Pink Floyd ainda mantêm  grande parte do seu estilo,  e mesmo após a saída de uma das suas principais figuras (Roger Waters), continua a ser uma banda que arrasta multidões, vendendo milhões de discos. Foi a primeira banda a utilizar um som estéreo, e talvez a que melhor conjuga a música e a imagem.    O Álbum “ The Dark Side Of The Moon” e o álbum “The Wall” foram dos mais vendidos de sempre. Quem não conhece a expressão “Teatcher leave us kids alone” ? Actualmente Roger Waters faz músicas a solo, enquanto que David Guilmour assumiu a liderança do grupo.  Este agrupamento foi sempre pioneiro em inovações tecnológicas, tais como a utilização de um som estereofónico, bandas magnéticas cruzadas, a Holofonia,  os característicos jogos de luzes.

Como grandes guitarristas, entre outros destaco Eric Claptan, Jeff Beck, Mark Knopfler, Jimmy Hendrix, BB King, David Guilmour.  Gosto particularmente  do estilo inovador de Mark Knopfler. Utiliza apenas os dedos para tocar guitarra acústica e eléctrica, enquanto que todos os outros usam a palheta. É a técnica do “finger picking”. O som que produz na sua “Fender Stratocaster” é inconfundivelmente límpido, cristalino, e os seus solos  de guitarra são melodiosos, inteligentemente concebidos, bastante agradáveis de ouvir. Mark Knopfler  foi o líder de uma das maiores bandas, sobretudo da década de 80: os Dire Straits. Uma banda que não se  restringiu a nenhuma moda ou estilo específico, mas onde se notam influências do  Jazz, da Música Clássica, do Swing ou  até  mesmo do Country. O álbum “Brothers in Arms” foi o mais vendido de sempre no Reino Unido e o segundo  mais vendido em todo o mundo (atrás do “Thriller” de Michael Jackson).

Na música portuguesa a “Revolução do Rock” deu-se a partir do conhecido “Chico Fininho” de Rui Veloso, o tal que tinha “merda na algibeira” (ou seja, droga)  e que “conhecia  de ginjeira todos os flipados desde a  a Cantareira até  à baixa”. Seguiram-se os Táxi, os Já Fumega, os Trabalhadores do Comércio, Heróis do Mar, UHF e mais tarde os  GNR, entre outros . Saiu recentemente uma colectânea do rock português dos anos 80, que aconselho a comprar. Já se  fazia boa música naquela altura.  Actualmente o  grupo  de Rock and Roll português que tem mais admiradores são os Xutos e Pontapés. 

A primeira Girl Band portuguesa foram as Doce. Saiu agora mesmo uma colectânea  delas, com algum sentimento nostálgico, para elas e para alguns admiradores.   O tema “Bem bom” é dos mais conhecidos. 

Uma vez que falei em música portuguesa, não podia deixar de referir os temas de Zeca Afonso antes do 25 de Abril, pela importância e qualidade que tiveram na época.

Para terminar,  refira-se a falta de qualidade de muita da música que hoje  se ouve. Muitas  Boys Bands   aparecem e desaparecem como cogumelos. Alguns dos elementos só cantam em Play Back. De salientar que um dos principais critérios na escolha dos elementos é a beleza física (ser ou não ser sex  simbols).  Muitos cantores e grupos musicais   fazem música “pimba” e o pior é que  esta música  vende. “E se elas querem um abraço ou um beijinho…pimba!”. Mesmo a nível internacional tem havido uma maior abundância da chamada “música comercial”, que se ouve hoje e amanhã está fora de prazo. Há algum imediatismo, do género “mastigar e deitar fora”.

O que se verifica é que o leque de escolhas é muito diversificado, e parece que grande parte das pessoas prefere ouvir aquilo que é fácil e  soa bem, não importando muito a qualidade.

Eu,  como eduquei o ouvido desde muito cedo, não me fico pela música fácil. Já gosto de alguma complexidade. Não oiço muito a rádio, preferindo ouvir os CD`s que tenho, de Jazz, música Clássica, ou de alguns grupos musicais de pop rock ou rock and roll mais antigos, não me importando  se já não existem ou se já passaram de moda…

 

                                                                                              Paulo Cerqueira

 

 

publicado por cerqueira-paulo às 20:48
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12 comentários:
De Anónimo a 10 de Maio de 2007 às 13:02
Helho.... então sectoor anda a tornar-se um grande escritor... ainda vai ser o nosso sector de línguas pricipalmente a de portugues gosto muito do seu blog e interessante um abraço do seu amigo boe boe chato Paulo Augusto 7d.... um abraçooooooo.........
De cerqueira-paulo a 10 de Maio de 2007 às 16:02
Obrigado pelo comentário...
Com uma ligeira correcção ortográfica, que irei fazer (por exemplo, não é sector, mas ...professor, quanto muito "stor")

De anónimo a 12 de Maio de 2007 às 21:45
talvez em breve crie um blog onde vou falar de música.
aqui são focadas muitas bandas (grandes bandas)
acho o post muito interessante, especialmente para muitos que não ouviram falar de coisas tão boas.
parabens pelo blog. e já agota....
Pink Floyd não é a banda nº1, mas para mim a nº 0. está acima de qualquer classificação. um dia explico porquê.
continue. parabens.
De cerqueira-paulo a 17 de Maio de 2007 às 14:56
Gostei do comentário. Já agora, gostava de saber quem comentou, talvez possamos debater o assunto Pink Floyd. "Está acima de qualquer coisa", acho curioa a afirmação. Eu tenho todos os álbuns desta banda, desde 1966 ou 67, desde o tempo do "louco" e incontornável Syd Barret. Em termos de qualidade de som e imagem...
De ideias a 17 de Maio de 2007 às 22:04
Obrg pela resposta. Só não indiquei o meu blog, porque não é sobre música, mas fica aqui para matar a curiosidade.
Este blog é sobre modelismo alternativo, mas tenho a ideia de criar um sobre música ou algo parecido.
Obrigado pelo comentário.
De cerqueira-paulo a 18 de Maio de 2007 às 11:25
Ok, obrigado
Quanto aos Pink Floyd, desde a década de 60 com o psicadélico até hoje, sempre souberam gerir muito bem o som e a imagem, nisso são os melhores. Os jogos de luzes, as imagens a passar, a combinação música-imagem torna o espectáculo uma coisas total.
Quanto à música em si, para mim não há melhor compositor e guitarrista que Mark Knopfler.
De ideias a 18 de Maio de 2007 às 12:29
Com o devido respeito, mas Mark Knopfler ?
Gosto ouvir. Mas um dos melhores ?

Gostos são gostos, mas eu acho que há melhor, e nem é necessário recorrer aos Floyd.

Um dia havemos de discutir o assunto.
Abraços.
De cerqueira-paulo a 18 de Maio de 2007 às 14:49
Bem, permita-me que pergunte: Conhece Alchemy Live (Dire Straits), Telegraph Road ou sabe quantas bandas sonoras já produziu? É claro que é tudo muito relativo e a técnica de guitarra evoluiu muito, mas em termos musicais, puros, o som da sua guitarra é único e as suas composições são geniais.
Mas gostos são gostos...como disse, podemos um dia discutir isso
De ideias a 18 de Maio de 2007 às 23:35
já vi que é um conhecedor da matéria.
os trabalhos de que fala defacto são muito bons.
já agora aproveito para dar conhecimento que já iniciei o blog sobre música (à minha maneira). se quiser pode passar por lá e comentar. muito agradeço.
obrigado desde já.
De cerqueira-paulo a 19 de Maio de 2007 às 12:04
Claro que sim, passarei por lá
De sixthstring_band a 23 de Maio de 2007 às 11:07
Boas... tive a dar uma vista de olhos pelo blog e queria dizer que esta muito interessante, porque foca os grades problemas com que convivemos hoje em dia, agr a musica feita a base de loops e remixs e a mais "consumida" enquanto que as grandes sinfonias, os grandes compositores, as exelentes obras de rock, os blues. é uma cultura que tem vindo a ser perdida, agora dão mais ouvidos aos dj's entre outros. ja não há a motivação necessária para aparecerem os grandes musicos que revolucionaram o mundo da musica. deixo aqui o meu blog, vai tar concluido em breve (sixthstring_band.blogs.sapo.pt) grand abraçu
De cerqueira-paulo a 24 de Maio de 2007 às 21:46
Obrigado pelo comentário.
É sempre bom saber que há jovens, hoje, que ainda têm bom gosto musical
Muito bem (continuem a fazer boa música!)

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