Sábado, 30 de Junho de 2007

A Questão Não Resolvida

A respeito da Cimeira da Terra, escrevi este texto, há uns anos atrás mas acho que continua  a dar que pensar:

 

            Qualquer pessoa atenta  não alimentava à partida grandes esperanças na resolução de importantes problemas do planeta. No entanto, dada a gravidade dos mesmos, estava curioso pelo desenrolar do encontro. Fiquei mais ou menos desiludido, apesar de algum realismo à partida.

O Plano de Acção da Cimeira da Terra  foi acordado, ao início da noite de dia 3 de Setembro, em Joanesburgo. 

Este plano pretende ser o documento que traduz em concreto todo o espírito da Declaração do Rio - relativa à Cimeira da Terra, Rio de 1992 - mais tudo o que estes 10 anos significaram em termos de ganhos.

É um documento onde são vertidos todos os acordos anteriores com alguns ganhos: assim, num primeiro dossier, 2015 passa a ser o prazo para se conseguir reduzir a metade o número de pessoas sem acesso a água potável e saneamento.

Num segundo ponto deste Plano de Acção pode ler-se que para inverter a degradação dos recursos naturais serão adoptadas estratégias com âmbito nacional e, por vezes, regional. Aqui, a União Europeia não conseguiu fazer vingar o emblemático princípio da precaução, que protege o sistema em caso de dúvidas ou riscos.

O Princípio da Precaução viria, depois, a ser aprovado para a gestão dos químicos, no ponto 3 deste plano.

No ponto 4, define-se que haverá equidade entre interesses económicos e protecção ambiental em matéria de comércio.

As garantias de que o dinheiro dos países ricos é mesmo investido e que os países pobres vão mesmo aplicá-lo nos domínios acordados é o que fica estabelecido no ponto 5 deste plano de acção.

Na 6ª alínea pode ler-se que não há alterações nos consensos anteriores sobre financiamento, seja porque os países vão contribuir mesmo até 0,7% do PIB para ajudas ao desenvolvimento, os subsídios à agricultura vão ser progressivamente eliminados e os países pobres vão ter gradualmente acesso aos mercados.

Em matéria de Energia, no que respeita à progressiva adopção de energias "limpas", não foram definidas metas, nem calendários. Aqui reside, segundo julgo, o fulcral problema. Estive sempre atento à evolução da Cimeira (embora coincidissem as datas com as minhas férias), mas nunca acreditei que se chegasse a um substancial avanço nesta matéria. E aqui reside o grande problema.

O aparato que circundou o encontro foi grande, as notícias, as manifestações, o entusiasmo participativo das ONG (s),comunicados, conferências.  Dez anos  após a Cimeira do Rio, a consciencialização mundial para os problemas que afectam o planeta já é uma realidade. Mas, para além de umas “esmolas” aos países pobres, uns documentos assinados, boas palavras, o que resta?  Um Plano de acção pode ser bom, mas os meios de implementação costumam ser muito fracos. E o plano fica mais uma vez na gaveta.

Como sabemos, os resultados foram óptimos, segundo afirmações do líder da ONU. Mas, a Organização das Nações Unidas peca por uma falta de estruturação das suas várias agências internacionais,  falta de credibilidade e submissão relativamente a quem tem mesmo força.  Assistimos também na Cimeira  a uma grande clivagem entre os países do Norte (Desenvolvidos ) e os do Sul (Em Desenvolvimento), e mesmo entre os Países Desenvolvidos. Estados Unidos e União Europeia  estiveram divididos em alguns assuntos, sobretudo na questão da Energia, no Protocolo de Quioto, e na interpretação de um Plano de Acção.

Por outro lado, também me parece que esta Cimeira mostrou alguma coisa de bastante preocupante, que é, justamente, uma crise de identidade dos Estados Unidos. Os EUA após o 11 de Setembro, estão a construir a sua política externa em torno duma questão central e exclusiva, que é a do combate ao terrorismo. A União Europeia tem uma posição cada vez mais fortalecida e divergente da dos EUA (muito embora ainda seja uma Europa dividida e sendo Tony Blair um amigalhaço de  Bush).

E quanto a estabelecer metas para  a produção de energias renováveis, isso é que não podia ser...a proposta dos “Quinze” era de 15% até 2015 (realista), enquanto que a do Brasil, sem barragens, era de 10%. Os EUA e o G – 77 (representando os países menos desenvolvidos) recusaram sempre metas. E sem isto, parece-me que a Cimeira se resume a um conjunto de boas intenções. São os interesses dos países exportadores de petróleo (OPEP), é todo o poderio do poder norte americano na defesa dos seus interesses capitalistas e imperialistas...

 O cerne da questão não foi devidamente tratado. A Cimeira tinha um calendário estabelecido, segundo um ritmo compassado que acompanha toda o globalizado stress, não havendo condições, nem tempo para uma verdadeira reflexão à escala planetária, para sanar as doenças que começam a provocar reacções de defesa do planeta. O planeta Terra está muito doente, não tenhamos dúvidas, e neste momento está a contorcer-se de dores e a  rebolar no chão.

Os resíduos nucleares, a pesca excessiva,  o desaparecimento dos recifes de coral, o aquecimento global, a poluição das águas, a queima de combustíveis fósseis, as barragens gigantescas, são problemas que se revelaram incontornáveis nesta Cimeira, uma vez que o problema da utilização de energias renováveis, substituindo os combustíveis fósseis, não passou ainda  de um sonho lírico.

            Na realidade, já estava à espera deste fracasso da Cimeira da Terra, como o foi a Conferência dos direitos humanos em Viena, a Conferência da população no Cairo,   Conferência do habitat em Istambul, a Conferência sobre o meio ambiente na Grécia...

E porquê?  A resposta está dentro de nós, seres humanos, na nossa história fundadora, nas nossas origens, e na conjuntura actual, onde prevalecem os valores materialistas.

            Não será o ar que respiramos, a água que bebemos, importante? E os nossos filhos, que planeta habitarão?

            Fica aqui só um reparo talvez demasiado pessoal e, portanto, controverso: quando pensamos que morreram milhares de pessoas no dia 11 de Setembro, devemos  lembrar-nos que no dia 12, 13 14, 15, morrem milhares de pessoas à fome, sem água potável, sem medicamentos. E poderão morrer muitas mais devido ao crescimento do buraco do Ozono, à poluição das toalhas freáticas, à falta de qualidade do ar, etc. E num último plano, com a própria extinção da espécie humana e o fim da vida na Terra.   

publicado por cerqueira-paulo às 22:54
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Quinta-feira, 28 de Junho de 2007

Amor de Água

A A  tendência  que o ser humano tem  em se dirigir para a água começa desde muito cedo,    na nossa infância. Para além da sua importância fundamental para a vida humana, causa fascínio e mistério.  A existência de água (lagos, rios, lagoas, Oceano) foi desde muito cedo, um dos principais factores que influenciou a concentração humana, sendo por isso natural que o berço das principais civilizações estejam situadas junto a grandes rios.

 É de importância fundamental para a vida e para as actividades humanas: cobre 70% da superfície  do “Planeta Azul”, aparecendo como água “parada” (oceanos e lagos) ou corrente (rios, riachos...), chuva ou vapor;  constitui até 60-70% do corpo humano, ou seja, cerca de 40 litros, dos quais, 25% estão  no interior das células e 15% fora;  não é possível uma pessoa sobreviver mais do que 5 ou 6 dias sem água, ou de 2 a 3, em ambiente quente.

As reservas de água doce são enormes:  são superiores a um total aproximado de  1350 milhões de  Quilómetros  cúbicos, dos quais, cerca de 97% se encontram em mares salgados. Do valor restante (3%), 2 % estão retidos  em glaciares e calotes geladas, e menos de  1% constitui a água  armazenada em lagos, charcos, rios, ribeiros e lençóis  de água subterrâneos,  podendo-se concluir que apenas uma ínfima parte  das reservas estão à disposição do homem. 

No que concerne à  utilização da água, verifica-se que os consumos têm aumentado perante um aumento populacional e uma desejável melhoria da qualidade de vida. Neste contexto e em termos sectoriais, os maiores consumidores  em Portugal são o sector, o energético,  o industria e  mesmo a nível doméstico.  Contudo, se é verdade que Portugal apresenta boas condições naturais para a abundância de água, algumas regiões do país  têm alguns problemas com a escassez de água (sobretudo a região sul).

O problema referido, não constitui o único, no que  afecta à sua gestão. Ao derramar nos rios e nos lagos, resíduos provenientes  da agricultura, da indústria e das grandes cidades, o homem tem sido responsável pela contaminação de grande parte  das águas doces do planeta, incluindo as águas subterrâneas, pois as infiltrações arrastam consigo enormes quantidades de produtos químicos.

A indústria é o sector de actividade que mais polui o ambiente e a água. Esta assume uma importância  fundamental em diversos fins industriais (como dissolvente, como reagente químico, arrefecimento) e, posteriormente à sua utilização, os esgotos são lançados indiscriminadamente nos rios, ribeiros, lagoas ou albufeiras. É de  se fazer notar que, em Portugal, são ainda muito poucas  as unidades industriais que estão munidas  de um cuidado tratamento das suas águas residuais. Por outro lado, acresce que, apesar da  existência de legislação regulamentadora, as entidades fiscalizadoras são altamente permissivas com as unidades industriais.

Saliente-se ainda, que parte da poluição das águas dos rios internacionais provém da vizinha Espanha, visto que quando as águas  entram no nosso território já vêm poluídas.

Gostava de referir por fim, a problemática que envolve a construção de barragens. É certo que há muitas vantagens na sua construção, no entanto, está também revestida de desvantagens: a deslocação forçada  da população e alteração dos seus modos de vida (não tão importantes, contudo, como uma artística pintura rupestre).  A  Aldeia da luz, no Alentejo, é  o caso  de uma aldeia que fica completamente submersa.

Aproveito para exprimir a minha mágoa pelos efeitos que a Barragem do Torrão provocou ao rio Tâmega,  sobretudo em algumas áreas, onde haviam excelentes praias fluviais e onde o rio corria com vida, saúde, transbordando energia. Hoje  está doente, poluído, a água está quase parada, cheira mal. Por vezes, a falta de Oxigénio na água favorece  o desenvolvimento de Bactérias, que a torna verde (bem, talvez  o nosso escritor Teixeira de Pascoaes  ao contemplar agora o rio, tivesse um outro tipo de inspiração, de tendência com certeza, menos poética!)

Deve-se ainda salientar os   efeitos desastrosos das cheias (neste caso também estamos dependentes das descargas vindas de Espanha. Aliás,  quem não se lembra da cheia que  afectou a  cidade de Amarante   neste último Inverno?

Torna-se então fundamental a consciencialização de todos, de cada cidadão, para os problemas relacionados com a utilização da água.

A partir desta consciencialização é também necessário pôr em prática todo um  conjunto de medidas  que passam não só pelas  autoridades responsáveis, mas também por cada um de nós. As descargas de efluentes industriais devem  ser controladas, as águas  residuais devem ser alvo de um tratamento adequado, o uso de pesticidas e de outros produtos  químicos deve ser reduzido, senão  abolido, mas o seu uso doméstico também deve ser o mais racionalizado possível, pois, geralmente responsabilizamos a indústria pela  poluição das águas, quando, muitas vezes, somos os primeiros a desperdiçar  a água  com os banhos demorados, com a prolongada rega de jardim, etc.

Individualmente, devemos começar a promover a redução do consumo de água dentro das nossas próprias casas :  passando por uma tomada  de atenção às torneiras que  pingam, às mangueiras que deixam a água a correr durante horas.

A água é um recursos fundamental para o homem, podendo vir a tornar-se um bem escasso em termos de qualidade.  É um elemento fascinante e misterioso. Não tem cheiro, cor  nem sabor;  mas é com ela que é celebrado o Baptismo.

A sociedade humana continua a ser consumista,  materialista, mas a verdade é que não faz sentido  um  crescimento económico  sem ter em conta   o pulsar da vida na terra, a saúde do planeta, haver crescimento sem haver desenvolvimento sustentável, sem ter em conta  a qualidade de vida. Num futuro não muito longínquo poderá tornar-se um bem raro, escasso, podendo ser tarde de mais para voltar atrás.

Se for necessário, voltemos a ser crianças, para sentir de forma  espontânea ,  a real importância que a água tem para nós, para que esta não continue a ser tratada de forma tão inconsciente.

Água é vida!

publicado por cerqueira-paulo às 20:54
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Terça-feira, 26 de Junho de 2007

Breve e resumida cronologia da União Europeia

Estamos a comemorar 50 anos de União Europeia, desde a assinatura do Tratado de Roma até aos nossos dias.   Unida ou não,   em toda a diversidade de culturas e passando por várias crises ou, se quisermos, por alguns fracassos (como foi o caso do projecto de Constituição Europeia), ela aí está com 27 membros e com novos países candidatos (entre eles, a Turquia).

Podemos então, de forma bastante simplista (como convém), relembrar algumas datas importantes:

-9 de Maio  de 1950, proposta de Robert Schuman (Ministro  dos Negócios Estrangeiros  Francês) de formação de uma organização entre países  europeus, pondo em comum os seus recursos de carvão e aço. A data 9 de Maio é hoje celebrada como o Dia da Europa;

-18 de Abril de 1951, formação da CECA  (Comunidade Europeia do Carvão e do Aço), com seis países fundadores: Bélgica, França, República Federal da Alemanha, Itália, Luxemburgo e Holanda;

-25 de Março de 1957 – assinatura do Tratado de Roma que instituiu a Comunidade Económica Europeia (CEE) e a Comunidade Europeia da Energia Atómica (Euratom), entrando em vigor em 1 de Janeiro de 1958;


- 4 de Janeiro de 1960 -por iniciativa do Reino Unido, é criada a Associação Europeia de Comércio Livre (EFTA), que reúne vários países europeus que não fazem parte da CEE;


-1 de Janeiro de 1973 – adesão da Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido   (não aderindo a Noruega por manifesta oposição da população);


- 1 de Janeiro de 1981,  entrada da Grécia;


-1 de Janeiro de 1986, adesão dos países Ibéricos, Portugal e Espanha (Europa dos Doze);

 - 17 e 28 de Fevereiro - é assinado em Luxemburgo e em Haia o Acto Único Europeu,  com vista a relançar a integração europeia e a realizar o mercado único europeu até 1993;


- 9 de Novembro de 1989, queda do muro de Berlim;


 -3 de Outubro de 1990, reunificação da Alemanha;


-
7 de Fevereiro de 1992, é assinado em Maastricht o Tratado da União Europeia,  a CEE passa a designar-se União europeia. Neste tratado propõem-se uma política comum mais estreita a nível da segurança externa e uma união monetária;


-1 de Janeiro de 1993 é criado o Mercado Único Europeu;


- 1 de Janeiro de 1995, a Áustria, a Finlândia e a Suécia juntam-se à UE, que passa a ter 15 Estados-Membros.   A Noruega não aderiu, mais uma vez, devido a um referendo em que a população votou maioritariamente contra;


- Em 2 de Outubro de 1997 é assinado o Tratado de Amesterdão;



1 de Janeiro de 1999 -    a moeda única é introduzida nos mercados financeiros e passa a ser a moeda oficial de  11 Estados, passando o Banco Central Europeu (BCE) a ser responsável pela política monetária europeia, cuja moeda é o euro;


- 7 e 8 de Dezembro de 2000 - proclamação da  Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia;

- 1 de Janeiro  de 2001, a Grécia adere à terceira fase da União Económica e Monetária (UEM);


- 1 de Janeiro de 2002, entrada em circulação das moedas e notas em euros;

- 28 de Fevereiro retirada de circulação das notas e moedas nacionais;
-1 de Maio de 2004,  
Malta, República Checa, Estónia, Hungria, Letónia, Lituânia, Polónia, Eslováquia e Eslovénia  e Chipre aderem à União Europeia;

-1 de Janeiro de 2007 adesão da Bulgária e da Roménia à União Europeia e adesão da Eslovénia à Zona Euro.

 

publicado por cerqueira-paulo às 19:32
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Segunda-feira, 25 de Junho de 2007

A crise dos valores morais

...mais um texto da minha autoria, escrito mais um avez em período fértil de ideias e...tempo.

Fiquem bem

Na actualidade, e cada vez mais, podemos dizer que vivemos numa grande aldeia, a chamada “aldeia global”, onde podemos estar informados de tudo o que se passa à nossa volta, em qualquer país ou região. O espectacular desenvolvimento das telecomunicações (Internet, videoconferência, telefax, etc.) reduz as distâncias entre os países, abre fronteiras, derruba barreiras. A informação espalha-se por todo o lado, onde hajam os tais meios de comunicação. A própria televisão, é um dos meios de difusão mais generalizado e eficaz.

            Quando falamos em valores morais, devemos lembrar- nos de que a televisão, a rádio, a Internet, difundem constantemente opiniões, conceitos, ideias, valores, de forma directa e indirecta. Chegam a todos os cantos de um país e têm tendência a generalizar,  ou padronizar valores, ou estilos de vida, uniformizando os mesmos. Um exemplo: é cada vez mais difícil preservar costumes, tradições rurais, quando diariamente   a televisão lhes transmite valores, estilos de vida, urbanos.

            Como sabemos, a economia move o  mundo. No caso da televisão, a mesma precisa de publicidade para se sustentar. Esta publicidade, com a ajuda de estudos psicológicos, consegue penetrar nos meandros do nosso, ainda um pouco desconhecido e misterioso subconsciente, levando-nos a comprar até o mais supérfluo, porque nos foi alimentada uma fantasia de momento. Diariamente somos bombardeado por publicidade e mais publicidade. Os próprios programas de televisão, e porque têm de sobreviver com as guerras de audiências, tornaram-se cada vez mais bárbaros, violentos, impróprios. Que valores  é que são então veiculados?

            O mais importante nesta questão é o de que não há um verdadeiro controlo sobre o que é veiculado pelos respectivos agentes de comunicação social. Predomina no globo uma economia aberta de mercado. As várias multinacionais procuram colocar os seus produtos em todos os cantos do planeta, sendo os meios de comunicação um importante veículo publicitário. Daí a filosofia do oportunismo, do “salve-se quem puder”, da selvajaria capitalista.  A filosofia do lucro, da importância dos valores materiais em desfavor dos valores mais elevados, mais nobres, está relacionada com a perda de referências que caracteriza a nossa sociedade. Tal como a publicidade  que tenta explorar as fraquezas humanas, não há controlo sobre quem detém os meios de  comunicação, ou sobre o que é veiculado, uma vez que o capital, o dinheiro, sobrepõem-se aos valores humanos, muitas das vezes.

            O ritmo do nosso dia – a - dia, evidenciado na expressão norte-americana “time is money”, não permite reflectir nos valores humanos. As cidades, por exemplo, são locais onde muitas pessoas se cruzam mas que raramente se encontram. Tudo funciona  de forma muito maquinal, muito impessoal, onde cada peça faz parte de uma só engrenagem, da mesma   sociedade materialista, consumista. Tudo pode ser vendido, desde que a um preço. E o principal problema é que esta filosofia do oportunismo e os valores materialistas, se generalizaram, globalizaram, por toda a sociedade ocidental, que são os que detêm os meios de produção e as telecomunicações mais avançadas.

            Nesta sociedade de ideais materialistas, as pessoas passam a ser objectos. Vê-se com indiferença a dor do próximo, a fome no mundo, porque nos habituamos a ver, com alguma banalidade, um assassinato, crianças a morrer de fome, pessoas carbonizadas ou esvaziadas em sangue. E isto tudo nos noticiários, diariamente, nos filmes norte-americanos, no próprio dia – dia.

            A perda de identidade das várias culturas numa só é um dos principais problemas desta globalização que se tem vivido. Se os valores veiculados não forem os melhores, corremos o risco de vermos generalizados comportamentos sem qualquer referência, inqualificáveis.

            A violência torna-se então  banal, a corrupção generalizada. A sicilianização ocidental tem contribuído para uma degradação de valores e o que é perigoso é que esta pode estar orientada segundo um modelo, um molde, de onde vão saindo “clones” com muito mau carácter.

Antes de mais convém referir que  a chamada “aldeia global” não diz respeito a todos os países mas apenas aqueles que detêm os meios de comunicação mais avançados, de forma generalizada. O que é que isto quer dizer? Aqueles meios de comunicação, tais como a  Internet, ainda não se difundiram em grande escala pelos países ditos Em desenvolvimento. As diferenças de acesso  aos meios entre os países acentua ainda mais as diferenças entre eles.

            Com meios de transporte mais avançados, telecomunicações mais poderosas, uma tecnologia mais desenvolvida, os  países desenvolvidos têm tirado partido desta globalização para a venda de produtos, para a influência política, para a influência cultural.

            Actualmente tudo está interrelacionado, em interdependência mútua. Daí falarmos em globalização. Para além da troca de informações, acentuaram-se as relações comerciais, os movimentos de pessoas e mercadorias. O mundo está em constante inter-relação  entre as várias partes, funcionando como um todo.

            Naturalmente que alguém fica sempre a ganhar com esta generalização, sobretudo a nível comercial. No final da segunda guerra mundial, por exemplo, a televisão foi considerada, para os EUA, um objecto de estado, pela sua importância na propaganda política norte americana. Os próprios filmes norte americanos, podem ser uma arma ao serviço dos interesses dos mesmos. E a publicidade que circula pelos meios de comunicação? E a Coca – cola que se generalizou de um forma tão espectacular por todo o mundo? E os Teenagers que são influenciados por tudo o que vêm na televisão e filmes?

            A globalização é um desafio para a nossa sociedade. É o desafio de sabermos colocar uns valores à frente de outros menos nobres. É o desafio de termos consciência da sociedade que estamos a construir ou deixarmos construir. É o desafio de conseguirmos  educar os nossos filhos, sem os deixarmos demasiado dependentes ou influenciados por tudo o que lhes é impingido pelos meios de comunicação. É o desafio de veicularmos, de forma gratuita, valores humanos, como o amor e respeito pelo próximo, a fraternidade, a honestidade, a lealdade. É também o desafio de sabermos preservar  as várias culturas, as tradições, usos e costumes, de sabermos viver e respeitar as diferenças culturais, mesmo entre países, não tentando impingir uns valores, ou formas de cultura a outros. No fundo, preservar a diversidade na unidade global
publicado por cerqueira-paulo às 20:59
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Domingo, 24 de Junho de 2007

Clima Caótico

Segundo estudos divulgados pela OMM (Organização mundial de meteorologia), o clima do planeta está a mudar  e pode mesmo estar a ficar caótico. Isto porque se tem verificado um aquecimento global do planeta, na ordem dos 0,6ºC.

Desde 1880 que se fazem registos das variações  das temperaturas e das precipitações  ao longo dos dias meses, anos. E foi a partir destas observações que a Organização Mundial de Meteorologia  fez um alerta  à população mundial: o Clima está a mudar e a tornar-se caótico!..

O Aumento de temperatura global devido ao “Efeito de Estufa” deve-se sobretudo à emissão de CO2  e Metano para a atmosfera. A Queima de combustíveis fósseis, pelos veículos motorizados, indústrias, mesmo a nível doméstico, é o principal responsável.

Embora sempre tenham havido fenómenos anormais, tais como furacões, tornados, etc, parece que agora, nos últimos anos têm vindo a suceder com mais frequência. Por outro lado, prevê-se que haja até 2020 uma alteração nas precipitações a nível global, a continuar este aumento de temperatura. Assim, verificar-se -á um aumento das áreas desertas, chuvas torrenciais noutras áreas, cheias, ciclones, tornados, e outros fenómenos anómalos. O chamado “menino” (El Nino) é um exemplo.

O Aquecimento global não se trata de um acontecimento excepcional, pois estão amplamente demonstradas  as modificações climáticas  registadas ao longo da história da Terra.  A sua originalidade parece residir  tanto na sua rapidez como nas causas que o determinam. As actividades humanas, sobretudo a partir da revolução industrial, são apontadas como as grandes responsáveis pelo cenário da actual mudança climática.

Mesmo num cenário mais optimista, verificar-se-á, segundo estudos científicos publicados, um acréscimo de temperatura superior a 0,2ºC por década, sendo esta subida um fenómeno sem paralelo desde à 10 000 anos (quando se deu o recuo dos glaciares)

Mas, porque é que o aquecimento global contribui para a modificação dos estados de tempo habituais?

Passemos a uma breve explicação:  o  ar que nos envolve é atraído pelo centro do planeta terra, por aquilo que se designa Gravidade.    O peso da atmosfera, ou da camada gasosa que envolve a Terra, varia de local para local, consoante a  sua temperatura, a sua espessura, a altitude dos lugares. Chama-se então Pressão Atmosférica  ao peso,  ou pressão, que a atmosfera exerce sobre a superfície terrestre. A pressão mede-se em Mb (Milibares). As Isóbaras são as linhas que unem os pontos com a mesma pressão atmosférica.

O ar  está em constante movimento. O ar desloca-se devido às diferenças de pressão atmosférica, deslocando-se sempre das altas para as baixas pressões. Quando o ar se torna mais quente, torna-se mais leve à superfície e tem tendência a subir em altitude. Mas quando o ar arrefece, torna-se mais pesado, tendo tendência para descer em altitude.

Quando estamos sobre a influência de  um Anticiclone, a elevada pressão (ou peso) da atmosfera provoca movimentos descendentes do ar, este ao descer  em altitude aquece. Com o aquecimento do ar a humidade relativa diminui (quanto maior é a temperatura, menor é a humidade relativa). Diminuindo a  Humidade relativa do ar, não se atinge o ponto de saturação do ar, não há condensação e a formação de nuvens não ocorre (originando céu limpo ou pouco nublado).

Ao nível do globo, na região Equatorial (Latitude 0º) predominam centros de Baixas pressões (daí os elevados valores de precipitação nas florestas equatoriais); Nas proximidades dos trópicos de Câncer e Capricórnio (Latitude 23º a norte e 23º a sul) predominam centros de altas  pressões (junto aos trópicos as precipitações são escassas). É nestas proximidades que se localiza, entre outros, o Deserto do Sahara); nas proximidades das Latitudes 66º a norte e 66º a Sul voltam a  predominar centros de Baixas pressões e nos Pólos  predominam centros de altas pressões. Portugal, situado à latitude próxima dos 40º a Norte  é influenciado pelos dois tipos de centro de pressão: no Inverno, os centros de baixas pressões  subpolares descem em Latitude acompanhando o movimento aparente do sol, afectando mais as nossas latitudes, enquanto que no Verão, os centros de Altas pressões subtropicais sobem em Latitude, aproximando-se mais de nós, condicionando mais dias de  céu limpo ou pouco nublado.

São estes centros de pressão que condicionam toda a circulação Geral da Atmosfera e  consequentemente a distribuição das chuvas, da insolação, dos ventos, ou seja, dos estados de tempo!

O que tem acontecido é uma alteração da distribuição dos centros de pressão pelo mundo!  E o resultado é um clima caótico, com tornados e furacões numas regiões, períodos de seca prolongada noutras e chuvas torrenciais noutros cantos do planeta..

Embora seja ainda uma questão polémica, o que me parece evidente é que  a utilização de combustíveis fósseis para além de provocarem guerras como a do Iraque, é uma fonte de poluição que induz um aquecimento global do planeta com consequências desastrosas para o clima.  E que descontrolado que ele anda…

(apesar de escrito eo 2002, continua muito actual, não acham?)

publicado por cerqueira-paulo às 13:24
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Quarta-feira, 20 de Junho de 2007

Concurso Pensar a Cidade e o Território

Estava a leccionar em celorico de Basto, quando fiz um trabalho em conjunto com uma turma do 11ºano da área de Humanidades, para o concurso escolar Pensar a cidade e o Território. O texto que está em baixo, foi posteriormente publicado num jornal local

Aqui fica: (já agora, bons tempos, gostei muito daquela turma, o 11ºE)

 

 

O Território nacional  é muito irregular, quer na distribuição dos Recursos Naturais,  da População, do Relevo, quer na existência ou não de boas Acessibilidades.

Celorico de Basto caracteriza-se por um certo isolamento, que ao longo dos anos  estagnou no tempo uma forma de estar, muito peculiar.

A Escola EB 2,3/S de Celorico de basto, escola onde estou a leccionar, participa  este ano no concurso escolar “Pensar a Cidade e o  Território”, que se destina a turmas

 

dos 10ºs e 11ºs anos.

É particularmente interessante conhecermos um pouco este trabalho, uma vez que, o espaço em que vivemos, reflectindo as condições naturais, condicionadas e transformadas pelo homem ao longo dos séculos,  traduz também as condições sócio - económicas e culturais de cada comunidade que o utilizou e nele viveu, imprimindo-lhe características próprias e particulares.

Por outro lado, se a tendência generalizada para a urbanização, com a concentração da população em áreas urbanas, cria novos problemas que exigem soluções adequadas, não se pode esquecer que as cidades não existem isoladas, e que é necessário garantir as mesmas oportunidades e qualidade de vida às populações rurais e urbanas.

Considerando que o conceito de sustentabilidade implica garantir às gerações um futuro, senão melhor, pelo menos com as mesmas oportunidades de que dispomos actualmente, importa sensibilizar desde já as camadas mais jovens para a necessidades de encontrar o justo equilíbrio entre a defesa dos valores dum território e os desejos da população a uma vida melhor, tarefa em que é indispensável a participação de todos

O concurso “Pensar a Cidade e o Território”, nos termos do protocolo estabelecido entre a secretaria de estado do ordenamento do território e a secretaria de estado da educação, é um dos meios para sensibilizar a população escolar, através da participação, reflexão e debate sobre um tema que a todos interessa: “onde vivemos, como vivemos, e como queremos viver”.

A turma 11ºE  elaborou então um trabalho, tendo sido eu o professor coordenador do trabalho. Tivemos uma óptima colaboração por  parte da Câmara municipal, bem como da Escola e mesmo da Biblioteca Municipal.

Indo ao encontro do “Nosso Espaço”, no trabalho é feita uma localização geográfica da escola, através de vários mapas, imagens de satélite, fotografias aéreas, é feita uma caracterização  da região, tendo em conta a sua história,  a sua gente, alguns pontos turísticos fundamentais, as actividades predominantes.

Através de  várias entrevistas procuramos conhecer melhor o espaço  que envolve a escola, inserido numa antiga quinta, a de S.Silvestre, por onde passa o rio Freixieiro, que era utilizado para moagem do trigo e para uma cortar madeira. 

Com o Plano de Urbanização em elaboração,  contamos com a colaboração de vários arquitectos da câmara municipal, que nos colocaram  à disposição várias plantas de grande escala, para analisarmos. Podemos dar também as nossos opiniões, havendo também espaço para algumas críticas.

Celorico de Basto está a conhecer uma fase de algum crescimento e expansão, sendo a área a Noroeste do centro tradicional, o espaço de eleição. Daí  que, depois da Escola, tenham vido para aquela área a Biblioteca Municipal, a Piscina Municipal, a  Câmara, o novo Posto de Turismo. O loteamento do Monte Alto de S.Silvestre, o Parque Lúdico do Freixiero, os novos acessos junto à Câmara, a Praia Fluvial, O Parque de Campismo, fazem da área que envolve a escola, uma área de alguma  valorização mas também com  problemas de varia ordem, a que o trabalho se refere.

De realçar que o mesmo está acessível na página : http://pensarcelorico.no.sapo.pt . Neste caso, não estão incluídas todas as imagens, por falta de espaço no servidor. Mas brevemente, já em Maio,  vai estar acessível na totalidade no site : www.eb23sceloricobasto.org/geografia

A Escola Secundária de Amarante também participou. Esperemos para ver se alguma das escolas vai ganhar.

publicado por cerqueira-paulo às 16:18
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Terça-feira, 19 de Junho de 2007

Catástrofes Naturais

As Alterações climáticas que hipoteticamente se têm verificado têm dado origem, agora mais frequentemente, a vários fenómenos atmosféricos que se assemelham a verdadeiras catástrofes, a que me referirei de seguida. Um dos fenómenos é o chamado Furacão. Nos EUA designa-se Tornado, no Europa e Índia de Ciclone, na China de Tufão e na Austrália de Willy – Willy . Quando se geram grandes depressões, os ventos sopram violentos e a chuva cai intensamente. A depressão tropical, conhecida como furacão, é a mais violenta, gerando destruição, sobretudo no litoral das regiões tropicais. Os ventos podem soprar a mais de 250 km/hora e são capazes de destruir os edifícios. As chuvas, intensas, provocam inundações e aumentam a destruição. A somar a isto, o efeito de aspiração do olho do furacão eleva o nível do mar até alguns metros, abatendo-se contra a costa enormes e poderosas vagas. No litoral, é onde a destruição é maior. Ao entrar algumas dezenas de Quilómetros no continente, o furacão perde a sua força, retirada do ar quente e húmido do oceano. Em 1989 o Furacão Hugo provocou em Porto Rico mais de 1 Milhão de Dólares de prejuízo, no Bangladesh, em 1970, estima-se que um furacão tenha causado perto de um milhão de mortos! O Furacão Mitch foi o mais devastador na América Central, destruindo dois terços das Honduras! Os Tornados são fenómenos de curta duração mas extremamente violentos. Parecem resultar de fortes contrastes de temperaturas, sendo muito difíceis de estudar: surgem repentinamente, por pouco tempo, destruindo os aparelhos científicos colocados no seu caminho. O nome tornado costuma aplicar-se à enormes colunas de aspiração que divagam pelas planícies continentais. Caso o fenómeno surja sobre o oceano ou sobre um lago, o nome apropriado é Tromba de água. O grande tornado dos três Estados, nos EUA, em 1925, matou quase 700 pessoas, tendo causado enormes prejuízos materiais. As cheias são outro tipo de fenómeno que pode ser catastrófico. A mais comum é a concentração de água de chuvas intensas ou, mesmo, do Degelo. São imensas as suas consequências. Atingindo as áreas mais povoadas do planeta, os férteis fundos de vales, as casas, as infra - estruturas e os campos agrícolas, causam muitos prejuízos materiais e em vidas humanas. Desde há milénios que o homem procura controlar os rios e as cheias. A construção de diques pretende dominar as águas dos rios, mas nem sempre é bem sucedida: na Holanda, na China, nos EUA e em muitos outros países, aconteceu os diques terem cedido e provocado enormes desastres. O mais grave foi o de 1938, na China, quando o rio Amarelo (Huang he) inundou milhares de quilómetros quadrados, matando mais de três milhões de pessoas. Vou agora relembrar alguns fenómenos que sucederam nos últimos anos e que trouxeram muitos estragos e algumas vítimas: no Sudão as águas do rio Nilo subiram e ameaçaram a capital, Cartum. Situação semelhante que já não se verificava desde 1988; Na Venezuela, em 1999, viveu-se um verdadeiro caos: inundações acompanhadas de deslocações de lama, tendo muita gente desaparecido ou ficado sem habitação; cheias no Vietname, Laus, Camboja e Tailândia em 2000, devido a chuvas torrenciais, provocaram muitos desalojados; As Cheias no Irão causaram 500 mortos em 2001; As Secas, por oposição, são igualmente devastadoras. Ao contrário das cheias, que são um fenómeno de curta duração, as secas podem prolongar-se por vários anos, afectando extensas regiões do planeta. As populações que vivem em áreas afectadas pela seca, como o Sahel, a Sul do Sahara, são obrigadas a migrar para outras regiões, menos áridas. Durante as secas mais prolongadas, centenas de milhares de pessoas podem estar deslocadas e morrer à fome e à sede, tal como a maior parte do gado, pois não têm possibilidade de praticar a agricultura.. Por isso, a desertificação dos continentes é um assunto muito sério. Existem diversos programas internacionais de luta contra a desertificação, mas, por várias razões, não têm sido bem sucedidos. O Alentejo é uma das regiões mais afectadas pela seca em Portugal: a escassa precipitação em anos mais secos e poucos rios que atravessam a região têm contribuído para um empobrecimento dos solos e para o abandono da região. A barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa, vai permitir cultivar 110 mil hectares de terras no distrito de Évora, travando a desertificação ambiental e humana no Alentejo. Como será o Alentejo no futuro? Um lago imenso, com 112 mil hectares de novos regadios, com um agricultura muito diferente... (numa outra edição...). Os Incêndios Florestais são outro tipo de fenómeno natural com consequências catastróficas. Podem surgir naturalmente. Erupções vulcânicas e raios ateiam incêndios. Também podem ocorrer quando o solo atinge um nível de secura extrema e se acumulam materiais combustíveis: restos de ervas, folhas e troncos. Sob a acção directa dos raios solares, esses materiais auto - inflamam e provocam incêndios. O Pinheiro é mais inflamável do que o Eucalipto. Os incêndios também podem ser causados por trovoadas, tendo sido o que aconteceu em Agosto de 2001, na serra da Estrela, em que um incêndio de grandes proporções foi provocado pela trovoada. Racionamento de água, secas, destruição de culturas, agravamento da desertificação, incêndios, queimaduras devido à excessiva exposição à radiação solar e consequente Cancro de pele, desmaios, morte quando a temperatura interna do corpo ultraoassa os 41ºC, e danos nas estradas, são algumas das consequências das vagas de calor. Acrescentam-se ainda as Avalanches de neve ou de gelo (pondo em perigo, opor exemplo, as actividades humanas, como é o caso do turismo nas estâncias de neve. Com origem no interior da Terra, temos os sismos, que se devem aos movimentos e rupturas das placas tectónicas, que são grandes porções de massas rochosas. As Erupções Vulcânicas, muitas vezes precedidas de abalos sísmicos. O vulcã Etna foi uma das mais espectaculares erupções vulcânicas, em que uma torrente de lava arrasou quase por completo a província da Catânia na Sicília. No Havai (EUA), nos Açores as erupções têm sido uma constante. Por curiosidade, a Islândia tem cerca de 100 vulcões, ocorrendo uma erupção pelo menos de 5 em 5 anos; A erupção do vulcão vesúvio (próximo de Nápoles, Itália), “extinto” durante 1000 anos, acordou no ano 70 d.C., destruindo completamente a cidade de Pompeia; A maior erupção do monte S. Helens (noroeste dos Estados Unidos) provocou uma explosão equivalente à força de 500 bombas atómicas como a de Hiroxima, sendo ouvida a mais de 300 km de distância. Bem, poderia dar mais exemplos para cada uma das catástrofes naturais, mas o quadro ficaria ainda mais negro, e o mundo é demasiado belo para uma visão tão catastrófica. No entanto, o que mais importa aqui é realçar a fragilidade do nosso planeta. É verdade, esqueci-me de falar na possibilidade de um asteróide de grandes dimensões colidir com a Terra...
publicado por cerqueira-paulo às 15:30
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